Brasil Colônia - Capitanias
Hereditárias
“Capitania” foi o nome da divisão administrativa
primeiramente adotada no Brasil pelos colonizadores portugueses.
As capitanias deram origem às províncias e, mais tarde, aos estados
brasileiros.
Após a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500,
os portugueses não ocuparam imediatamente o extenso território de que tinham
tomado posse. Limitaram-se a organizar algumas expedições e a erguer
construções precárias em alguns pontos do litoral, as feitorias, para organizar
a extração e o embarque de pau-brasil para a Europa.
Quando, porém, outros povos europeus começaram a
desembarcar no Brasil, conquistando a confiança dos indígenas e extraindo
madeira também, os portugueses se preocuparam. Decidiram, então, povoar a colônia. Para isso, em 1534, a coroa
portuguesa implantou o sistema de capitanias hereditárias. Esse sistema já
havia sido posto em prática na colonização da ilha da Madeira.
O território foi dividido em capitanias, doadas a
pessoas da confiança do rei português. Os donatários — aqueles que recebiam as
capitanias — comprometiam-se a povoar a terra com gente portuguesa e investir
em atividades econômicas. Podiam escravizar indígenas, distribuir terras (os lotes
denominados sesmarias), criar vilas e cobrar tributos. Em troca, pagariam ao governo
português um décimo de tudo o que produzissem e ganhassem (imposto denominado
“dízimo”).
As capitanias não eram propriedade dos donatários,
pois pertenciam na verdade ao rei — mas eram hereditárias, ou seja, passavam de
pai para filho.
O território brasileiro foi dividido em quinze
capitanias, doadas a doze donatários, já que alguns receberam mais de uma
capitania: Maranhão (dois quinhões, isto é, duas porções), Ceará, Rio Grande,
Itamaracá (mais tarde recriada com o nome de Paraíba), Pernambuco, Baía de
Todos-os-Santos, Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo, São Tomé, São Vicente
(dois quinhões, um dos quais mais tarde foi rebatizado como Rio de Janeiro),
Santo Amaro e Santana.
O sistema de capitanias hereditárias enfrentou
diversos obstáculos. Muitos donatários não tinham recursos para investir no
projeto; outros não se interessaram em ocupar suas terras; e alguns morreram em
conflitos com os indígenas.
A distância entre a colônia e a metrópole
portuguesa dificultava o transporte de pessoas para povoar a capitania.
Para agravar a situação, a vida cotidiana da
colônia era difícil: faltavam gêneros de abastecimento, os colonos estranhavam
o clima, que era muito diferente do europeu, e eram frequentes os ataques de
indígenas, que reagiam contra a escravização e contra a invasão de suas terras.
Apenas as capitanias de Pernambuco e de São Vicente
se firmaram, com a produção açucareira e a criação de gado, e nelas foram fundados povoados. A
primeira cidade fundada no Brasil foi São Vicente, estabelecida em 1532 por Martim Afonso de Sousa(dois anos antes até de
a capitania ser criada e ele se tornar seu donatário).
Em pouco tempo a coroa portuguesa percebeu que o
sistema de capitanias hereditárias não havia cumprido seus objetivos. Por isso,
em 1549 implantou outra forma de governo: o governo-geral, que centralizava as decisões
políticas e econômicas. Mesmo assim, as capitanias continuaram existindo.
Ao longo do período decorrido entre os séculos XVI
e XVIII, a coroa portuguesa foi retomando o controle sobre as capitanias. A
maioria delas deu origem a províncias, que depois constituíram os atuais estados brasileiros.
oi tio daniel e a jullya de 2016
ResponderExcluirOlá Jullya
Excluireeu tou com muitas saudades e eu estou estudando ccom a emilly
ResponderExcluirOi jullya, também tenho saudades de vocês.
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